Ecoturismo

Praias e encostas, caminhos que levam a mirantes de magnífica paisagem e ainda a fauna e flora marinha de Buzios.

Por seu particular aspecto geográfico, Búzios apresenta uma grande diversidade de opções de esporte e lazer. A exuberante beleza de suas praias e encostas, assim como os caminhos que levam a mirantes de magnífica paisagem e ainda a fauna e flora marinha e terrestre exerce forte atração sobre os ecoturistas e esportistas.

Búzios possuí inúmeras trilhas para mountain bike e trekking/caminhadas. Muitas delas, levam a lugares inacessíveis por vias normais, podendo-se observar o ecossistema ou simplesmente relaxar nas piscinas naturais.

Ponta da Lagoinha

Local formado por rochas de 520 milhões de anos, a Ponta da Lagoinha é a garantia histórica de que Búzios já foi uma região com as mesmas características do Himalaia.

É o chamado Himalaia Brasileiro, recentemente reconhecido por cientistas da Universidade do RJ (UFRJ). Além da beleza contida neste fenômeno, a Lagoinha é um inesquecível lugar de formações rochosas, piscinas naturais de abundante fauna marítima e vegetação nativa, incluindo o cacto de cabeça branca, que ocorre apenas neste litoral.

Verdadeira amostra da história geológica e biológica da formação do continente ocorrida há 500 milhões de anos.

Armação dos Búzios é um pequeno município estabelecido sob rochas metamórficas de alto grau. A beleza cênica deste balneário, conhecido por muitos brasileiros e estrangeiros, reside na sua recortada costa rochosa constituída por espetaculares gnaisses do Cambriano. Estes litotipos compõem a Sucessão Búzios, uma unidade que ocorre apenas nesta região. Estudos recentes mostram que estas rochas foram depositadas num fundo marinho por volta de 600 Ma atrás, sendo deformadas e metamorfisadas a alta pressão e temperatura no período Cambriano, mais especificamente entre 525 e 490 Ma. Este evento, jovem em relação aos eventos brasilianos-pan-africanos registrados nas faixas móveis do sudeste e sul do Brasil, foi denominado Orogenia Búzios. O nome foi escolhido em virtude de que as idades mais precisas e dos minerais mais variados foram obtidas no afloramento da Ponta da Lagoinha, no município de Armação dos Búzios.

Considerando a beleza e importância científica do local, a região foi escolhida em 2001 para receber as primeiras placas explicativas do Projeto Caminhos Geológicos, coordenado pelo Departamento de Recursos Minerais do Estado do Rio de Janeiro (DRM-RJ). Foram produzidas e implantadas seis placas que, em síntese, mostram que a região que hoje abriga o município de Armação dos Búzios fazia parte de uma gigantesca cadeia de montanhas, semelhante ao Himalaia. Na Ponta da Lagoinha, estão as evidências de que a região de Búzios já foi parte de uma paisagem himalaiana. Já na Ponta do Marisco, em Geribá, estão expostas as evidências da abertura do oceano Atlântico, há 130 milhões de anos, e do fim do “Himalaia brasileiro”. As placas explicativas, expostas até hoje, foram sementes que germinaram e floresceram como novos projetos educacionais, turísticos e ambientais cujo pilar fundamental é a geologia. Os roteiros turísticos de Búzios já incluem os pontos de interesse geológico nos seus textos e dicas de visitação.

O sitio geológico da Ponta da Lagoinha é também visitado mensalmente por alunos de geologia das universidades do Rio de Janeiro e de outras brasileiras (USP, Unicamp, etc). Foi ponto de parada nas excursões de campo do 31o International Geological Congress (Heilbron et al., 2003), do IX Simpósio Nacional de Estudos Tectônicos (Schmitt & Trouw, 2003) e, mais recentemente, do Fórum Nacional dos Coordenadores dos Cursos de Graduação em Geologia do Brasil.

Em 17 de outubro de 2003, a Governadora do Estado do Rio de Janeiro assinou o decreto de tombamento provisório de duas áreas de costões rochosos em Armação dos Búzios, com base na proposta do Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (INEPAC), sobre pareceres geológicos, biológicos, históricos e ambientais (Processo E-18/1337/2003). A Faculdade de Geologia da UERJ e o Departamento de Recursos Minerais do Estado do Rio de Janeiro contribuíram com os pareceres geológicos e histórico-ambientais que serviram para o embasamento científico do tombamento desta região, mais especificamente em duas áreas, sendo que uma inclui a Ponta da Lagoinha. De acordo com o INEPAC, as áreas tombadas em Armação dos Búzios “constituem verdadeiras amostras da história geológica e biológica da formação do continente americano, ocorrida há 500 milhões de anos pela colisão de massas continentais, originando uma gigantesca cadeia de montanhas, a Orogenia Búzios – apresentando configuração comparável à da cordilheira do Himalaia” (INEPAC, 2005).

A preservação ambiental dos costões rochosos deve ser planejada com vistas à proteção deste monumento geológico. Trata-se de um museu natural que precisa ser visitado pelas futuras gerações. As rochas desta área têm um valor científico inestimável, pois registram parte da história evolutiva cambriana da formação do Gondwana. A Orogenia Búzios (Schmitt et al., 2004b) foi definida nestes afloramentos, e está sendo correlacionada com áreas na Argentina, Uruguai e na África (Angola e Namíbia). A utilização destes argumentos geológicos para o tombamento de um patrimônio histórico-cultural é uma novidade no Brasil e abre mais um campo para o profissional geólogo atuar como analista ambiental nos processos de tombamento e de preservação.

Reserva do Tauá

O Complexo Ecocultural de Tauá é o primeiro exemplo nacional da iniciativa particular na batalha de recuperação de ambientes de restinga. Levamos 10 anos para recompor os bosques, sempre respeitando o ritmo imprimido pela natureza, com apoio de eminentes cientistas brasileiros, pois cada descoberta gera sempre um enorme conjunto de novas perguntas, e este ciclo, felizmente, nunca termina.

Reserva arqueológica, antropológica e geológica, onde se encontram diversas espécies da fauna e flora brasileira.

A Reserva de Tauá em Buzios é uma reserva arqueológica, antropológica e geológica. No Bosque da Restinga, através de trilhas em Tauá, encontra-se enorme diversidade de bromélias, cactáceos e exóticos cipós. É um labirinto verde de muito mistério, com vários recipientes cheios de frutas para alimentar os animais silvestres ao longo do caminho.

É possível ver mãos-peladas, cachorros-do-mato, macacos-prego, cotias, tatus e muitas outras espécies ameaçadas de extinção. Isso faz com que a proprietária, Tereza Kolontai, não permita a visitação de grandes grupos, somente de interessados em ecologia e em preservação, pelo menos até que termine a catalogação de espécies vegetais e animais. A visita de grupos agendadas junto à Secretaria Municipal de Turismo é permitida.

O trabalho de pesquisa está sendo realizado em parceria com a UFV (Universidade Federal de Viçosa), a UFF (Universidade Federal Fluminense) e a Uerj (Universidade Estadual do Rio de Janeiro), previsto para mais dois ou três anos. Um museu localizado na reserva guarda um acervo de obras de artistas de Buzios. É localizada numa área de cerca de 100 mil m2, onde já existiu mar há cerca de 6.000 ou 7.000 anos. Ainda é possível ver o chão todo recoberto de conchinhas brancas.

Estima-se que 40% à 1.300 espécies de bromélias existentes no Brasil estão em Tauá. A Reserva ocupa aproximadamente três milhões de metros quadrados, repleta de formações de vegetais típicos da região que serve de abrigo e pousada para aves migratórias. Aves, como a quero-quero, percorrem 2400 quilômetros para chegar a Buzios.

Uns dos aspecto intrigante é a praia fóssil, que existiu entre 4.500/7.500 a.C. e foi coberta pelo mar. No período quaternário, quando o mar se retraiu, a praia ressurgiu. Procurando resgatar a cultura brasileira, a ambientalista construiu uma oca indígena com os objetos confeccionados pelos próprios índios guarani. Batizada de Casa da Reza, a construção consumiu 10.800 palhas de palmeira guaricanga, taquaras e varetas amarradas com casca de árvore.

Os passeios são guiados, desde que agendados previamente; A entrada é grátis, mas há uma idéia de cobrar um taxa simbólica para manutenção do parque; O parque funciona entre 8 e 18 horas, para que as pessoas possam assistir o pôr do Sol.

Como chegar: Bairro da Rasa, pegue uma via secundária, mais três quilômetros de estrada de terra.

Maiores informações: www.reservataua.com.br

Abaixo outros principais pontos da península:

- Ponta da Lagoinha: O local fica situado a cerca de 300 metros da Praia da Ferradura. Sua formação rochosa retém a água lançada pelas ondas formando uma lagoa de águas límpidas e cristalinas em Búzios.

- Pontas das Emerências: O acesso é feito através de estrada, que liga o asfalto à trilha. O lugar fica no canto direito da Praia de Tucuns, que também é um dos locais mais procurados de Búzios.

- Ponta do Criminoso: A atração oferece diversos locais com belas vistas das Praias de João Fernandes e Brava. O lugar é recortado por uma estrada de Búzios e ainda conta com uma pequena praia escondida. Ponta do Criminoso em Búzios, nome dado pelos constantes acidentes que ocorrem, a Ponta do Criminoso está situada no canto direito da praia de João Fernandinho, uma encosta rochosa bastante visitada por pescadores e mergulhadores, pela fama que tem de mostrar uma grande variedade de peixes.

- A Ponta do Criminoso é uma formação rochosa com umas espetaculares vistas da praia de João Fernandez, João Fernandinho e Praia Brava.

- Restinga de Tucuns: Com uma vegetação remanescente de restinga, Tucuns possui uma trilha leve, chamada Trilha das Pitangueiras, pois ao longo de seu percurso encontrarmos muitas destas árvores característica de restinga.

- Trilha para as Poças das Tartarugas: Os aventureiros de Búzios que chegam ao final da trilha encontram uma costão denominado Poças das Tartarugas, que são piscinas de águas salgadas entre o costão e o mar. As poças das tartarugas em Búzios.

Espetáculo raro da natureza, entalhes nas pedras e diques vulcânicos compõem poças e valas naturais para as águas do mar que caem formando uma exuberante cachoeira de água salgada com distintos níveis de queda. Sempre que o mar estiver agitado e a maré estiver alta, você poderá apreciar este espetáculo da natureza. Para chegar até as Poças das Tartarugas é só seguir por trilhas a partir da praia dos Amores, que fica no canto esquerdo da ferradurinha. O acesso não é fácil e os novatos devem procurar orientação de algum guia ou informado do local.

Ecologia em Buzios

Reservas ecológicas e áreas de preservação ambiental da cidade

Serra das Emerências em Buzios

Colinas e montanhas de exuberante vegetação na Reserva das Emerências em Buzios. Uma enorme área de mata atlântica, totalmente virgem e habitat de espécies raras como o mico-leão dourado.

Reserva Serra das Emerências em Buzios

Conheça a Serra, saiba sobre o decreto da Apa do Pau Brasil e mais:

A Serra das Emerências em Buzios faz parte da maior e mais importante reserva de pau-brasil em território fluminense, ela abriga exemplares típicos e raros da Mata Atlântica e de restinga. Nesta região ainda podem ser encontrados os quase extintos Micos Leões Dourados e por incrível que pareça, muitas árvores de Pau-Brasil.

Foi assinado um decreto criando a APA do Pau-Brasil, que protege seis praias e seis ilhas do litoral de Cabo Frio e Buzios. Esse decreto evita o desmatamentos, caça, loteamentos, abertura de estradas, mineração e atividades, pelo menos nos próximos cinco anos, prazo para a elaboração do plano de manejo da APA.
A serra caracteriza-se por pequenos maciços costeiros de origem pré-cambriana, destacando-se espécimes endêmicas (só tem lá e em nenhum lugar do mundo), como o cacto "Piloso Sereus Ulei". Em locais protegidos do vento, onde a movimentação de areia é menor, a vegetação se desenvolve mais, predominando arbustos e árvores.

Dentro da APA estão 12 mil metros quadrados de reserva de pau-brasil, que é pesquisada por uma equipe do Jardim Botânico do Rio. A faixa protegida é uma das 14 áreas do Brasil consideradas ricas em vegetação endêmicas e centro de diversidade de plantas. Das 14 áreas, somente duas estão no Estado do Rio: a Mata Atlântica e o litoral de Cabo Frio e Buzios, protegido pela APA.

A ocorrência de pau-brasil, sítios arqueológicos, plantas endêmicas, o fenômeno da ressurgência e o baixo índice pluviométrico tornam a região especial em termos ecológicos, isso torna a Serra das Emerências ideal um dos melhores lugares para o eco turismo em Buzios.

Apa do pau Brasil em Buzios

A APA do Pau Brasil abrange uma área de 9.940 hectares, compreendendo suas partes continental, insular e marítima. Insere-se na Região dos Lagos, estado do Rio de Janeiro, em território localizado entre a Praia dos Tucuns, em Búzios, e o Canal do Itajuru, em Cabo Frio. Esta área vem sendo alvo de constantes intervenções antrópicas, devido ao crescimento imobiliário, ao turismo predatório, à favelização e a implantação de quiosques.

A proteção da Serra das Emerências, das Dunas do Peró e das ilhas é fundamental para a preservação de consideráveis remanescentes florestais de Mata Atlântica. A proteção da parte marinha, incluindo o fundo, a lâmina d’água e a superfície é importante para a manutenção dos estoques pesqueiros e da biota marinha não utilizada pelos homens.

O Plano Diretor é o instrumento pelo qual se pretende planejar as atividades voltadas para a consolidação da APA e instituir os instrumentos técnicos, as diretrizes e as recomendações para a gestão da unidade de conservação. Sua elaboração deverá ser de forma participativa, envolvendo todos os atores sociais locais e governamentais.

O Viva Rio é responsável pela coordenação geral do projeto, para o qual foram contratadas a Universidade Estadual do Rio de Janeiro (CEFEN), que dará seu aval técnico aos produtos, e a Ambiental Engenharia e Consultoria, que irá desenvolver o Plano Diretor.

Reserva Ecológica do Tauá em Buzios:

Uma reserva arqueológica, antropológica e geológica, onde podem ser encontradas diversas espécies da fauna e da flora brasileira.

Reserva de Tauá em Búzios:

Rreserva arqueológica, antropológica e geológica, onde se encontram diversas espécies da fauna e flora brasileira

A Reserva de Tauá em Buzios é uma reserva arqueológica, antropológica e geológica. No Bosque da Restinga, através de trilhas em Tauá, encontra-se enorme diversidade de bromélias, cactáceos e exóticos cipós. É um labirinto verde de muito mistério, com vários recipientes cheios de frutas para alimentar os animais silvestres ao longo do caminho.

É possível ver mãos-peladas, cachorros-do-mato, macacos-prego, cotias, tatus e muitas outras espécies ameaçadas de extinção. Isso faz com que a proprietária, Tereza Kolontai, não permita a visitação de grandes grupos, somente de interessados em ecologia e em preservação, pelo menos até que termine a catalogação de espécies vegetais e animais. A visita de grupos agendadas junto à Secretaria Municipal de Turismo é permitida.

O trabalho de pesquisa está sendo realizado em parceria com a UFV (Universidade Federal de Viçosa), a UFF (Universidade Federal Fluminense) e a Uerj (Universidade Estadual do Rio de Janeiro), previsto para mais dois ou três anos. Um museu localizado na reserva guarda um acervo de obras de artistas de Buzios. É localizada numa área de cerca de 100 mil m2, onde já existiu mar há cerca de 6.000 ou 7.000 anos. Ainda é possível ver o chão todo recoberto de conchinhas brancas.

Estima-se que 40% à 1.300 espécies de bromélias existentes no Brasil estão em Tauá. A Reserva ocupa aproximadamente três milhões de metros quadrados, repleta de formações de vegetais típicos da região que serve de abrigo e pousada para aves migratórias. Aves, como a quero-quero, percorrem 2400 quilômetros para chegar a Buzios.

Uns dos aspecto intrigante é a praia fóssil, que existiu entre 4.500/7.500 a.C. e foi coberta pelo mar. No período quaternário, quando o mar se retraiu, a praia ressurgiu. Procurando resgatar a cultura brasileira, a ambientalista construiu uma oca indígena com os objetos confeccionados pelos próprios índios guarani. Batizada de Casa da Reza, a construção consumiu 10.800 palhas de palmeira guaricanga, taquaras e varetas amarradas com casca de árvore.
Os passeios são guiados, desde que agendados previamente; A entrada é grátis, mas há uma idéia de cobrar um taxa simbólica para manutenção do parque; O parque funciona entre 8 e 18 horas, para que as pessoas possam assistir o pôr do Sol.

Como chegar: Bairro da Rasa, pegue uma via secundária, mais três quilômetros de estrada de terra.

As cachoeiras e montanhas do Sana

Se você está cansado do cotidiano estressante e da vida agitada das cidades, fazer uma viagem como essa pode ser uma ótima opção de descanso.
Conheça o mais conhecido tour pelas cachoeiras do Sana.

O Sana é rico em recursos hídricos e com seu visual selvagem e clima quente atrai locais e turistas para suas cachoeiras nos feriados, finais de semana e férias.

Cada visitante é cadastrado na “portaria” da trilha que leva às cachoeiras do Circuito das Águas. É proibido o acesso de animais domésticos, aparelhos de som e apetrechos para churrasco ou qualquer outro tipo de comida, prevenindo bastante a degradação do meio ambiente.

Por uma trilha limpa e sinalizada por cerca de 20 minutos, guiados por um guia local, chegamos à Cachoeira do Escorrega. Para crianças que gostam de divertir-se escorregando num “toboágua” natural esta é a melhor cachoeira, possui piscinas com pouca correnteza, tornando a brincadeira segura para qualquer idade.
Caminhando à frente, passamos pelo “Recanto das Borboletas” e seguimos para Cachoeira-Mãe, que leva este nome em razão do perfil de uma mulher marcado na rocha, semelhante à imagem de Nossa Senhora.

Da base da queda já ouvíamos os gritos dos turistas e locais que se jogavam num escorrega no volume d´água arremessando-se numa piscina logo abaixo, num salto em torno de 12 metros de altura a 90 graus de inclinação. Sentamos por ali e ficamos fotografando, filmando e curtindo as peripécias dos “loucos” que surfavam, saltavam e escorregavam dali. O Matheus a toda hora soltava um “NOOOSSAAA!”, encantado com a “loucura” dos jovens.

Em certo momento, encheu-se de coragem e queria de qualquer jeito “brincar” naquele escorrega. Explicamos para ele os vários motivos pelo qual não permitiríamos tal façanha (segurança, o tamanho dele, etc.), mesmo assim insistiu, pois: - “não somos a Família Muller Aventura”? Com paciência, voltamos a explicar que aventura tem limite e que aquele era o nosso. Neste caso, nossa aventura seria observar os “aventureiros”. Meio insatisfeito ficou por ali com aquela carinha de “eu queria ir...” Até que o guia nos chamou para continuarmos a trilha até a Cachoeira Sete Quedas, onde poderíamos entrar na água.

Antes passamos pela Cachoeira do Pai avistando-a de cima, pois para chegar à queda apresenta um grande grau de dificuldade, todos os caminhos que levam até ela são complicados. Ali de cima, mais jovens aventuram-se saltando de uma altura de mais ou menos 16 metros.

Avistamos também um pedaço da Cachoeira do Filho, que fica entre a do Pai e da Mãe, mas só tem acesso a ela quem faz o chamado "circuito das águas" e vier pelo meio da Cachoeira-Pai, um caminho perigoso e não aconselhável para crianças. Ela tem outro tobogã que leva direto para o poço da Cachoeira-Mãe. Sua descida é muito emocionante e rápida mas, radical a ponto de provocar escoriações nas costas, indicada apenas para quem está instruído e acompanhado por alguém que conhece.

Ao fim da trilha, chegamos à Cachoeira das Sete Quedas que tem este nome por apresentar em seu curso uma queda d'água representada em uma escadaria natural. Com a orientação do guia, entramos embaixo das quedas d'água e sentimo-nos como se estivéssemos atravessando um tubo. A experiência foi muito gostosa.

Antes de voltarmos, ficamos curtindo um “cantinho” especial da cachoeira, onde numa tremenda paz, ouvindo o barulhinho d´água, ficamos os três ali aproveitando a hidromassagem e olhando o céu.

Conhecemos assim todo o Circuito das Águas, um “parque aquático natural” formado pela Sete Quedas, Cachoeira-Mãe, Cachoeira-Pai e Cachoeira-Filho, que junto à com a do Escorrega formam as Cachoeiras do Rio Peito de Pombo.

O nome do rio foi dado devido a mais uma das maravilhas do Sana, a formação rochosa conhecida por "Peito do Pombo" que, vista de determinados ângulos, assemelha-se à figura de um pombo pousado sobre uma pedra a 1.120m de altitude. Para chegar lá é preciso reservar um dia inteiro, o acesso só é permitido com o acompanhamento de guias (contatar junto ao Grupo de Defesa Ecológica Pequena Semente) sendo 15 pessoas o número máximo por grupo.

Em média, são três horas para subir e duas para descer, disseram-nos que vale a pena a subida pelo visual, onde do cume avista-se o litoral de Macaé, Cabo Frio, Búzios, Rio das Ostras e Barra de São João.

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